Não sei se é uma coisa que acontece com você também, mas em conversas com empresários, clientes e amigos, em diferentes situações um tema é abordado: a saturação dos conteúdos gerados por IA. Quando paramos para analisar, pesquisas já apontam que mais de 50% de todos os novos conteúdos da internet foram gerados ou influenciados por ela… e o marketing não foge disso. A pergunta que fica é: como nos diferenciar ou competir com algo tão poderoso?
Quando conversamos com pessoas de diferentes funções, idades e culturas, todas elas relatam que estão cansadas de conteúdos genéricos e “iguais”. O espaço que antes era de empresas e pessoas criativas preocupadas em agregar valor e em como cada conteúdo iria ser entregue já não existe mais. Você sabia que, no Brasil, é estimado que menos de 10% da população entre 15 e 64 anos atinge o chamado nível proficiente de leitura, escrita e matemática? Em outras palavras, não adianta uma IA escrever tudo maravilhosamente bonito quando seu público precisa, na verdade, de um texto simples e direto, sem enfeites.
E como se diferenciar dessa grande onda de conteúdos gerados por IA?
Um fato que talvez você não tenha parado para pensar: quando as pessoas (incluindo seu cliente) entram nas redes sociais, elas não querem receber uma oferta sua ou comprar algo. Querem se distrair, ler notícias, matar tempo, conversar e interagir. A forma como você apresenta seu produto ou serviço está concorrendo com memes, conteúdos dos “gurus da internet”, e quando você apenas pede para a IA gerar conteúdos com base no seu produto… realmente acha que vai funcionar?
A IA tem os dados, mas o profissional tem o contexto.
O olhar crítico, a criatividade, a interpretação de dados e a proximidade são o que diferenciam um profissional de marketing de alguém que simplesmente sabe usar a IA de forma básica. Somente um profissional consegue entender o momento da empresa, entender por que o produto X não está vendendo e os fatores externos que estão por trás disso. Trazendo isso ao mercado de trabalho, será que você não está pagando alguém para dar um Ctrl C e Ctrl V nas tarefas básicas realizadas pela IA? E não estou falando somente do salário, mas também da venda que deixou de acontecer, pois o criativo ficou genérico e visivelmente feito por um robô.
Detalhe: isso não significa que sua empresa não deve usar IA. Mas saber usá-la de forma básica torna alguém um profissional da área? Vamos supor que você pediu para ela gerar um comparativo entre o carro X e o carro Y. Isso torna você pronto para trabalhar em concessionárias ou revendas? Não, né? O cliente tem dores, perguntas e carências que apenas alguém capacitado vai poder ajudar de verdade. A inteligência artificial pode te dar a ficha técnica completa, mas somente um profissional consegue entender que o cliente vai comprar o carro porque precisa de espaço para o carrinho de bebê, por exemplo. E isso acontece em todas as áreas, incluindo o marketing.
Como a equipe certa de marketing pode fazer a diferença?
Seguindo a ideia do comparativo entre os carros e um vendedor, com o marketing acontece a mesma coisa. Nada adianta um amador com IA gerando centenas de conteúdos, textos e criativos genéricos apenas para inflar suas redes sociais ou “metralhar” seu cliente de mensagens. Vamos ser sinceros: você consegue facilmente identificar um texto escrito por um humano e ignorar automaticamente algo que foi escrito por uma máquina, né?
Contar com uma equipe que sabe criar, analisar, entender as dores do seu público e os dados apontados nunca será substituído.
A inteligência artificial é uma ferramenta maravilhosa e facilita diversas tarefas do nosso dia a dia. Mas ela na mão de um amador não fará nenhum milagre, apenas barulho. Quem faz sua empresa funcionar e o mercado de trabalho girar é a inteligência de um profissional, o qual deve estar operando a IA.




